Malásia: Penang e Cameron Highlands

Penang

Deixámos a ilha de Ko Lanta, na Tailândia, e seguimos rumo à ilha de Penang, na Malásia. A viagem foi longa. Primeiro o barco, depois dois autocarros, e uma passagem de fronteira. Nesta altura, viagens de sete horas e mais já são viagens fáceis.

Penang é uma ilha bastante grande (1031 km2), onde vivem cerca de 1,75 milhões de pessoas. Serviu de elo entre os principais reinos da Ásia e os mais importantes mercados da Europa. Ficámos duas noites em George Town, a “capital” da ilha. Uma cidade bastante diferente das anteriores, com um centro histórico ao estilo colonial.

Andar a passear por George Town foi muito difícil. O calor e a humidade não perdoam os turistas, mesmo os mais motivados. Como o hotel era no centro histórico, fizemos sempre tudo a pé, apesar da dureza do clima.
Esta cidade é património mundial da Unesco, pelo que as contruções no centro estão protegidas e são bem mantidas. Lado a lado com a cidade antiga encontram-se grandes construções e centros comerciais.

Tivemos a oportunidade de fazer uma visita guiada à “Pinang Peranakan Mansion”, também conhecida por “green mansion”, o que nos permitiu conhecer melhor a história, a cultura e os valores dos Peranankans. Esta é uma das culturas mais importantes na Malásia, e o termo refere-se aos descendentes de emigrantes chineses que, desde o século XVI se instalaram em Singapura, Malaca e Penang.

 

Cameron Highlands

Depois de dois dias em George Town, bem cansados do calor e da humidade, seguimos para Tanah Rata (nome com uma certa piada na língua portuguesa), uma “porta de entrada” à região de Cameron Highlands.

Nesta região montanhosa a temperatura é sempre mais fresca, devido à altitude, o que soube mesmo bem. Quando chegámos fomos deixar as mochilas ao hotel, que não estava identificado. Pela primeira vez tínhamos reservado um hotel cápsula. E não um hotel cápsula qualquer, mas um “space capsule”. Parecia mesmo que estávamos numa nave espacial. Não se podia chamar propriamente hotel àquela loja cheia de cápsulas para dormir. Apesar de haverem umas 20 camas, só estávamos 3, ou seja, tínhamos o espaço todo praticamente só para nós!

Em Cameron Highlands fizemos o que todos os turistas fazem: visitámos uma plantação de chá, visitámos uma estufa de produção de morangos e outra de venda de catos.

As plantações de chá existem na Malásia desde a colonização inglesa. A que visitámos, “Boh Tea Plantations”, existe desde 1929 e é a marca de chá que tem maior área de plantação no sudeste asiático. Tivemos a oportunidade de fazer uma visita guiada pela fábrica, o que nos permitiu compreender os processos que transformam as folhas da mesma planta em diversos tipos de chá.

A paisagem é linda!

No regresso ao hotel, apanhámos uma grande chuvada. Sem guarda-chuva ou impermeável, tivemos que nos abrigar debaixo de uns toldos à beira da estrada. Ainda estávamos longe e não sabíamos o que fazer. A chuva parecia não querer ceder. Timidamente começámos a fazer o sinal de dedos fechados e polegar no ar para apanhar boleia. Pensámos que seria um sinal “universal” e, se não fosse, que as pessoas iriam perceber que estávamos a pedir ajuda. Ninguém parava! Os braços já doíam ao fim de algum tempo. Entretanto um carro com 4 amigos pára, e um deles corrige o nosso sinal. Afinal, o polegar no ar não é um sinal “universal”. Aqui, na Malásia, se queres apanhar boleia, tens que ter um braço esticado ao lado do corpo e ir levantando até cerca de 45 graus, sucessivamente, como se fosse um ligeiro bater de “asas”!

Finalmente, passado pouco tempo, parou um camionista (os melhores amigos de quem pede boleia) e ficámos safos!

Margarida

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