Ko Phi-Phi e Ko Lanta: o adeus à Tailândia

Depois da incrível experiência no Parque Nacional de Khao Sok voltámos à vida das ilhas. Uma vida descomplicada, de chinelo no pé, de cheiro a praia e a mar.

A Tailândia tem centenas de ilhas, o que torna difícil a escolha. Já tínhamos estado em duas ilhas do golfo da Tailândia e fomos a outras duas no mar de Andaman: Ko Phi-Phi e Ko Lanta.

Ko Phi-Phi

Com as suas praias curvas de areia branca, rodeadas de rochedos imponentes e selva, Phi-Phi Don e Phi-Phi Leh (conhecidas coletivamente como Ko Phi-Phi) tornaram-se na pérola do mar Andaman. Contudo, a fama trouxe os seus senãos.

Phi-Phi Don, com um tamanho de 9,73 km2, está a abarrotar de hotéis e serviços para receber os muitos turistas. Mesmo nas encostas mais elevadas já existe construção. Apesar da “taxa de lixo” que cobram aos turistas à entrada na ilha, percebe-se que existe um claro problema no tratamento dos resíduos sólidos. Embora não circulem carros, é uma ilha barulhenta e muito procurada para festas.

Já a sua vizinha Phi-Phi Leh, onde foi filmado The Beach [A Praia], foi encerrada a turistas desde Junho de 2018, para permitir a regeneração natural do seu ecossistema. A visita de barco ao redor da ilha continua a ser feita, mas a sua praia principal já não pode ser visitada.

Passámos dois dias a explorar a [apesar de tantos turistas] bonita Phi-Phi Don.

Num dos dias fizemos uma viagem de barco até Phi-Phi Leh, com várias paragens à volta da ilha, onde aproveitámos para fazer snorkeling. A paisagem é impressionante.

Phi-Phi Leh.
Maya Bay: a praia da baía que se tornou famosa com o filme “The beach” encerrou indefinidamente por motivos de preservação ambiental. Não pudemos pôr os pés naquela linda praia, mas fizemos snorkeling.
Infelimente encontrámos mais lixo do que peixes durante o snorkeling.

Ko Lanta

Depois da visita às ilhas Phi-Phi, Ko Lanta foi uma ótima maneira de terminar o nosso périplo pela Tailândia. Um ambiente bem mais relaxado e com menos pressão turística, permitiu-nos saborear maravilhosamente esta ilha.

Com um tamanho de 339,8 km2, alugámos uma mota para explorar as várias praias da ilha. Dedicámos um dia inteiro a ir de praia em praia, parando ao nosso ritmo. Mais uma vez decidimos que a melhor forma de explorar um pouco mais seria uma viagem organizada. Marcámos uma viagem de barco com paragem em ilhas vizinhas.

No dia em que fizemos a viagem de barco, demorámos cerca de uma hora a chegar até à primeira ilha. Um verdadeiro paraíso de areia incrivelmente branca contrastando com o verde das palmeiras e o azul de um mar cristalino. O snorkeling foi muito bom, pois ainda havia bastante coral vivo, o que significa muitos peixinhos coloridos de várias espécies.

Almoçámos aí e fomos de seguida para mais três ilhas, pequenas e escarpadas. Nas duas primeiras fizemos snorkeling, sendo que numa delas pudemos observar a construção de uma “casa” de um valente protetor da ilha (a explicação em inglês do nosso guia foi impossível de perceber, mas tinha a ver com ninhos que existiam numa gruta dessa ilha).

Na última ilha, saímos do barco com os colete salva-vidas, e as instruções eram para seguir o guia, que tinha um pequeno frontal. Sabíamos que íamos “enfrentar” a escuridão de uma gruta, a nado, até chegar a uma praia completamente rodeada de rochas. Fui imediatamente atrás do guia e portanto tive o privilégio de ser a primeira a entrar naquela praia paradisíaca. Foi algo de mágico. O cenário era como o de um filme em que o personagem principal encontra uma praia secreta dentro de uma gruta, mas aberta no topo, o que permite o desenvolvimento de uma vegetação verde luxuriante. Infelizmente as fotografias não conseguem fazer jus à beleza desta “gruta esmeralda”. Foi, sem dúvida, das melhores visitas nesta viagem!

Olhando para cima, vemos um coração formado pela vegetação que se encontra no interior desta gruta a céu aberto.
É impossível captar com uma máquina fotográfica a sensação de estar nesta praia!

Fica aqui o conselho: se vierem às ilhas da Tailândia, venham a Ko Lanta.

Margarida

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