Banguecoque

Zero horas e oito minutos aqui em Banguecoque. Dezassete horas e oito minutos em Portugal. Apesar de ter dormido muito pouco na última noite, o sono não vem. Sei que amanhã de manhã não vou querer sair da cama! Afinal de contas, isto do jet lag tem muito que se lhe diga…

Cheguei a Banguecoque anteontem e posso dizer que a cidade não me causou uma boa primeira impressão. Nem segunda…

Banguecoque fervilha a um ritmo avassalador, carregado de néons, smog, carros, motas, barulho, pessoas, mais pessoas… Nove milhões e duzentas mil pessoas! É como meter quase toda a população portuguesa numa só cidade. Inacrditável! Bendito seja o país onde eu nasci, é o que penso. Onde há espaço!

Mal aqui cheguei disse logo: “nem que me pagassem milhões eu vinha para aqui viver!”, e continuo a dizer, mesmo depois de já ter visto alguns templos, o rio, a zona mais “calma” e antiga da cidade.

Consigo imaginar que os que aqui vivem até gostem, mau era se assim não fosse. Mas realmente quando pensamos na saúde do planeta Terra e vemos uma cidade como Banguecoque, concluímos rapidamente que uma é incompatível com a outra.

No entanto, um dos maiores portos de entrada para o sudeste asiático é, precisamente, esta cidade, e por isso é que cá viemos parar. Marcámos quatro noites, pois tínhamos que tratar do visto do Vietname (o visto online só é aceite em fronteiras de aeroporto). É tempo demais. Os pulmões agradecem que se fique aqui muito menos. Portanto, o meu conselho é mesmo esse, se tiveres que passar por Banguecoque, não te queiras perder nas suas ruas. Vais chegar ao fim do dia cheio de uma camada sabe-se lá de quê por cima da pele, e uns quantos gases tóxicos dentro dos pulmões!

Podemos ter apanhado uma das piores alturas em termos de smog, porque as notícias falaram disso e vimos várias farmácias com o stock de máscaras esgotado (sim, porque tivemos que comprar máscaras!). Mas mesmo em “boas” alturas é difícil imaginar que a situação seja muito melhor, dado o trânsito infernal.

Mas, se gostas de fazer compras, este é o sítio ideal. A todas as esquinas tens mega centros comerciais de todas as marcas possíveis e imaginárias. É realmente o paraíso do consumismo esta capital.

Escrito a 31/1/2019

Pontos de interesse em Banguecoque

(que nós visitámos)

Há muitos centros comerciais, todos muito grandes e modernos. Dada a confusão da cidade, acabam por ser um ótimo ponto de “descanso”. Neste aqui, o Gaysorne, encontrámos um sofá super confortável enquanto ouvíamos música de um piano de cauda.

 

O Lumphini Park é um dos maiores da cidade, sendo bastante bom para dar um passeio a pé.

 

O Wat Poh é um templo budista muito bonito e muito menos procurado pelos turistas do que o principal da cidade (Wat Phra Kaew). Tem o maior buda reclinado (46m) e a maior coleção de budas da Tailândia.

 

Ministério da defesa (de passagem).

 

O tribunal supremo está a ser renovado.

 

Museu Nacional (de passagem).

 

Wat Arun, uma das estruturas mais icónicas de Banguecoque. Vale a pena apanhar o barco nem que seja só para vislumbrar este templo à distância.

 

Igreja portuguesa de Santa Cruz, de 1769, no bairro de Kudi Chin (o “bairro português” de Banguecoque).

 

O “Asiatique” é mais um dos centros comerciais. Este, ao ar livre, encontra-se mais longe do centro da cidade, mas há barcos gratuitos que fazem a viagem até aqui.

O Wat Phra Kaew, também conhecido como o Templo do Buda de Esmeralda é, na realidade, um mar de turistas! Esta mega estrutura é fascinante, mas a dificuldade de andar dado o elevado número de visitantes, torna este templo menos aprazível do que o seu vizinho Wat Pho. Aconselhamos a futuros visitantes irem à hora de abertura (8h30), de modo a evitarem as multidões.

 

O Grande Palácio encontra-se no recinto do Wat Phra Kaew, mas apenas é possível visitar por fora.

Margarida Casau

 

 

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